sexta-feira, 21 de maio de 2010

AICA – Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental

A AICA – Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental - está entre as empresas de consultoria que têm o firme compromisso de fortalecer o mercado de negócios sustentáveis no Brasil. Sua origem se identifica com o início da consciência ambiental no país. Parceira de entidades de referência em vários setores, a AICA oferece um novo horizonte de oportunidades para companhias e instituições que buscam continuamente inovar e tornar mais eficazes suas ações e políticas na área de responsabilidade socioambiental.

A AICA desenvolve, planeja e implementa:

* Publicações e peças de apoio a estratégias de comunicação;
* Eventos corporativos como congressos, seminários, workshops e palestras in company;
* Projetos de Educação Ambiental, responsabilidade socioambiental, tursimo rural e ecoturismo;
* Assessoria técnica ao setor produtivo em empreendimentos na área de negócios sustentáveis.
* Planeja e Desenvolve Projetos de Lei de Incentivo a Cultura, Meio Ambiente, Socioambiental, Direitos Difusos, Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustetável.


Alguns projetos desenvolvidos pela AICA.


Revista Ambiente Legal

A Revista Ambiente Legal é uma publicação trimestral com circulação nacional. O principal diferencial da Revista Ambiente Legal é a máxima atualidade das pautas, muitas delas sobre assuntos polêmicos e pouco abordados ou tratados com parcialidade na grande mídia, cujo debate é crucial para o avanço das políticas públicas e de novos negócios nas várias regiões do País.

A primeira edição da Revista Ambiente Legal foi lançada em novembro de 2005 pela AICA – Agência de Inteligência Corporativa Ambiental e apoio cultural do Shopping Pátio Higienópolis.

Outros importantes parceiros têm colaborado na divulgação do título, como a Associação Antigos Alunos da Fundação Armando Álvares Penteado (AAAFAAP), Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP/DF), Instituto de Educação Tecnológica (IETC/MG) e Pinheiro Pedro Advogados (Cuiabá/MT e Ribeirão Preto/SP)

Visite o site da Revista: www.revistaambientelegal.com.br


Seminário Política Municipal de Mudanças Climáticas

O Seminário Política Municipal de Mudanças Climáticas foi estruturado para avaliar, discutir, e apontar as principais demandas da sociedade e da comunidade de negócios, quanto às questões ambientais na mudança do clima no planeta e no Município de São Paulo em torno à proteção Ambiental, da Política Nacional e Municipal, os Direitos no Mercado de Emissões, a Cobrança dos emissores para a contribuição da não emissão de gases e carbono, o Poder Público, o Sistema Nacional de Gerenciamento na Mudança Climática, das Organizações Civis, o programa da Política Municipal de Mudanças Climáticas no município de São Paulo, das Infrações e Penalidades e as tecnologias em torno da sua proteção ativa, a preservação e a inclusão do social no seu foco central.


Lei dos Recursos Hídricos
Seminário 10 anos da Lei 9.433/97

O Seminário 10 anos da Lei 9.433/97 – Lei dos Recursos Hídricos foi estruturado para avaliar, discutir, apontar as principais demandas da sociedade e da comunidade de negócios, quanto às questões ambientais da Lei de Recursos Hídricos, da Política Nacional, os Direitos, a Cobrança do uso dos Recursos Hídricos, o Poder Público, o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, Bacias Hidrográficas, Agências de Água, das Organizações Civis, das Infrações e Penalidades e as tecnologias em torno da sua proteção ativa, a preservação e a inclusão do social no seu foco central.


I Seminário Municipal
Perspectiva da Preservação do Patrimônio Histórico

O Seminário Municipal “Perspectivas de Preservação do Patrimônio Histórico” vem de encontro a um momento importante no legislativo municipal: antecipar-se no debate sobre o futuro de nossa memória.

É com esse objetivo que a Câmara Municipal de São Paulo em parceria com a iniciativa privada e somada a dedicação do Consulado Geral da Argentina em São Paulo, apresentaram essa importante jornada de debate sobre investimentos, aspectos legais e políticas públicas para o setor.

O evento foi realizado na Cãmara Municipal de São Paulo no dia 27 de novembro de 2006 com sucesso de público.


CISAM - Fórum de Sustentabilidade Ambiental do Brasil

O FÓRUM teve todo o seu programa de palestras inteiramente dedicado aos assuntos que envolvem a tecnologia da telecomunicação e da radiodifusão, com foco nas suas causas e nos seus efeitos no ambiente urbano.

Este Fórum foi estruturado para avaliar, discutir e apontar as demandas da sociedade e da comunidade de negócios, quanto às principais questões ambientais, as tecnologias em torno da sua proteção ativa e a inclusão social.

Tem como principal objetivo, propor uma agenda de compromissos pontuais com o Meio Ambiente. Foi um grande momento de debates e reflexões sobre as mudanças e atitudes da Iniciativa Privada, da Sociedade Civil, e das Instituições Públicas, frente às principais questões que tratam do meio ambiente.



Contato:

João Paulo Mesquita Rolim
Consultor de Projetos Culturais e Desenvolvimento Sustentável
AICA - Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental
www.aica.com.br - www.revistaambientelegal.com.br

Avenida Nove de Julho, 3.133 – Jardim Paulista - CEP: 01407-000
Telefone/Fax: 55 11 3384 1220/3384 1230
e-mail: aica.jp@gmail.com

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Francisco Carlos e a tragédia urbana anunciada

Sobre o autor e diretor

Nascido no estado do Amazonas, Francisco Carlos divide seu tempo entre a dramaturgia e a direção de espetáculos. Formado em Filosofia pela Universidade do Amazonas, possui em sua bagagem mais de 40 textos escritos para um teatro poético-filosófico-pós-dramático, tendo como referência a antropologia estruturalista de Claude Lévi-Strauss.

Sua extensa obra está dividida em categorias, como as peças dos “pensamentos selvagens” (Xupaespacial, Yanomani Overdose, Jaguar Cibernético e Expedição dos Amantes da Máquina) e dos “fenômenos extremos urbanos” (Banana Mecânica, Namorados da Catedral Bêbada e Românticos da Idade Mídia). Entre salas alternativas e palcos italianos, Francisco Carlos já trabalhou em Manaus, Belém, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Sobre as referências urbanas e selvagens

Além de dramaturgo e diretor teatral, dirigiu também shows musicais, performances, leituras cênicas, concertos de canto lírico, vídeo-arte e óperas. Essa diversidade de papéis na vida real reflete em seu trabalho de ficção. Sua estética teatral dialoga com música, dança, cinema, vídeo, ópera, performance, happenings, história em quadrinhos, fotografia, moda, esportes, artes marciais, publicidade e artes plásticas.

Durante a década perdida dos anos oitenta, em meio ao efervescente movimento de rock em Brasília, idealizou e dirigiu inúmeras performances com crooners, guitarristas, baixistas e bateristas de diversas bandas do Distrito Federal.

O reconhecimento veio com sua participação em projetos como “Arena mostra novos dramaturgos” (comemoração aos 50 anos do histórico Teatro de Arena); “Reflexos de Cena – Encontros de Dramaturgia – Mostra Francisco Carlos”, no SESC Consolação (onde foram encenadas seis peças de sua autoria); “Ciclo de Leituras de Peças do Pensamento Selvagem – Festival de Outono Oficina”, levando ao Teatro Oficina do lisérgico José Celso Martinez Corrêa as peças Românticos da Idade Mídia e Namorados da Catedral Bêbada; e da "Nova Dramaturgia Brasileira em Perspectiva", no 10º Festival do Recife de Teatro Nacional; além de ter sido homenageado pelo Governo do Amazonas e pela Federação de Teatro do Amazonas em Manaus, no 3º Festival de Teatro do Amazonas.

Sobre as críticas

Em cartaz no Espaço dos Satyros, em São Paulo, com duas peças dos “fenômenos extremos urbanos” (Banana Mecânica e Namorados da Catedral Bêbada), o trabalho do amazonense já foi visto por importantes críticos e estudiosos das artes cênicas, que se surpreenderam com a nova estética trazida por Francisco Carlos. Leia alguma das críticas abaixo:

“O autor-antena Francisco Carlos está à proa do que há de vir por aí como o novo, rigoroso e vigoroso teatro brasileiro... Configura em Francisco Carlos, um autor pós Nelson Rodrigues, o que é uma temeridade e uma ousadia, mas que ele mantém a altura, em sua articulação de concretismo, dada, rap, hip-hop, artes cinéticas, artes de danças”.

Celso Araújo, jornalista e crítico de teatro de Brasília-DF.

“Uma voz original e imprescindível ao teatro brasileiro de hoje... Escancara-se a miséria nacional no abismo intransponível entre baixa e alta cultura... Finca de vez a pena de um poeta raro na história do teatro”.

Luiz Fernando Ramos, crítico de teatro do jornal Folha de S. Paulo.

Sobre as peças em cartaz

BANANA MECÂNICA

Alas, alegorias, sambas-enredo e fantasias são alguns dos apetrechos utilizados pelo dramaturgo e diretor amazonense Francisco Carlos na peça “Banana Mecânica”, que está em cartaz aos domingos, no Espaço dos Satyros Dois, às 21h30. O espetáculo faz um resgate do Carnaval carioca de antigamente, das marchinhas carnavalescas e do sambista Noel Rosa, que completaria cem anos em 2010.

A peça aborda a tragédia urbana carnavalizada sobre mitos alucinantes, oníricos, surrealistas e fantasiosos, por meio de temas e personagens que compõem a mitologia do Carnaval carioca, como uma Chiquita-bacana-existencialista-sado-masoquista; seu filho-Adônis-Moleque-indigesto; um Pierrot-Adão-Melancólico; um marinheiro Genetiano; uma Eva-Disney; uma atriz-Medusa-Super-Ego; e um Zé-Pereira Baco.

O carnaval carioca, as marchinhas carnavalescas, o teatro de revista, os roteiros cinematográficos das chanchadas, os blocos de rua e o livro “Histórias do Carnaval Carioca”, de Eneida de Moraes, foram as bases que inspiraram o dramaturgo Francisco Carlos.

NAMORADOS DA CATEDRAL BÊBADA

Namorados da Catedral Bêbada, espetáculo escrito e dirigido por Francisco Carlos, retorna aos palcos do Espaço dos Satyros Dois, todas as sextas-feiras, às 23h59. A peça faz parte da Mostra dos Fenômenos Extremos Urbanos, que é composta também por Românticos da Idade Mídia e Banana Mecânica. Em cartaz desde 2009, a montagem retorna com Dionisio Neto no elenco.

A história se passa num prédio antigo do centro de São Paulo, no apartamento-overdose de Bárbara Bêbada, onde come-se tudo: vinhos-afrodisíacos, drogas e delícias.



D. Diogo, o amante latino e milionário, faz serenatas e oferece rosas-de-sangue às moças. Cães-famintos e ratos-terríveis, Porcão e Gato-Bruxo, invadem o apartamento-adega de Bárbara Bêbada.



Outros personagens dividem o espaço do apartamento-overdose, como Erus-Prostituto, Boy Marrom, Sandra-Spotlight, entre outros.





Maiores informações:



Assessoria de Imprensa

Danilo Dainezi

11 - 7355 4302

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Produtor Cultural

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sábado, 27 de março de 2010

A Dupla vida de Véronique - Kieslowski

A DUPLA VIDA DE VÉRONIQUE
La double vie de Véronique, França/Polônia, 1991
IDIOMA: Francês 5.0, Francês 2.0
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.66:1
Drama Fantástico – 1h33 – Cor – Versátil
Direção: Krzysztof Kieslowski
Com Irène Jacob, Philippe Volter, Aleksander Bardini, Louis Ducreux, Sandrine Duma.

Weronika é uma cantora lírica polonesa que morre em uma apresentação à qual foi a vencedora de um concurso em Varsovia. Véronique é uma professora de música francesa que se apaixona por um escritor e manipulador de fantoches, ela recebe cartas e presentes deste escritor até que o encontra em uma estação de trêm e vivem uma paixão, até que Véronique acha em suas fotos a outra Weronika... Duas mulheres idênticas em corpo e alma, duas mulheres com o mesmo nome nascidas no mesmo dia de 1966 – uma na Polónia e outra na França - e vivendo ao mesmo tempo em locais diferentes sem saberem da existência uma da outra. Este é realmente em minha opinião um dos filmes mais bonitos do Diretor Krzysztof Kieslowski.

Kieślowski confessou que fez 20 montagens diferentes e filmou 7 finais, não conseguindo decidir qual o melhor para o filme. Assim, A Dupla Vida de Véronique é um filme aberto, com aquele carácter aleatório de Kieślowski tanto apreciava. Nele temos uma personagem misteriosa que desaparece muito cedo e uma outra que atravessa o filme assombrada pela sua dupla, assombrada por um destino que pressente, que parece estar já ali à sua espera para se cumprir.
A Dupla Vida de Véronique conta também com uma bela surpresa: a banda sonora de Zbigniew Preisner, que já havia colaborado com outros filmes de Kieślowski e que colaboraria também na Trilogia das Três Cores.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fellini


Olá a todos, fiquei super feliz de saber que os integrantes do Fellini me escolheram para ser o Coordenador de Projetos Culturais deles.

Aqui segue o release do Fellini.

Grupo paulistano de rock que começou em 1984 com sonoridade pós-punk e letras enigmáticas. A postura irônica ficou evidente no seu primeiro lançamento, o LP “O Adeus de Fellini” (1985), editado pelo selo independente Baratos Afins. Parte de uma cena de rock de vanguarda paulistana da metade dos anos 80 (ao lado de bandas como Akira S & As Garotas Que Erraram, Voluntários da Pátria e Mercenárias), o Fellini apostou na aproximação entre a melancolia do samba e a do rock em seu segundo LP, “Fellini Só Vive Duas Vezes” (1986), gravado apenas por Cadão Volpato (voz) e Thomas Pappon (instrumentos diversos), num estúdio caseiro. A banda ainda gravaria os discos “Três Lugares Diferentes” (87) e “Amor Louco” (89) antes de encerrar suas atividades. Cadão seguiria com o grupo Funziona Senza Vapore e Thomas, mais tarde, radicado em Londres, montaria com a esposa a dupla The Gilbertos, que lançou o disco “Os Eurosambas 1992-1998”. Influência sobre artistas do pop nacional como Chico Science, o Fellini se reuniria brevemente para alguns shows no fim da década de 90. Álbuns: O Adeus de Fellini, Fellini só vive 2 vezes, Três Lugares diferentes, Amor Louco, Amanhã É Tarde.

http://www.myspace.com/fellinivive
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=49616768

Como dizer isso, nem preciso. Só vive duas vezes...!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Meus momentos - Extraidos de Axiomas de Gabriel Garcia Marquez








Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada.

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)

Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse...
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma.
Aos homens, eu provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar...
A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com Vós homens…. Aprendi que todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo, quando está a ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com Vocês, mas agora, realmente de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa, infelizmente estarei morrendo.
Sempre diz o que sentes e faz o que pensas.
Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião da tua alma.
Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te “Amo-te” e não assumiria, loucamente, que já o sabes.
Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos as coisas bem, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te o quanto te quero, que nunca te esquecerei.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovens ou velhos.
Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentarás o dia em que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes esse último desejo.
Mantém os que amas junto de ti, diz-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, o quanto lhes queres e trata-os bem, aproveita para lhes dizer, “perdoa-me”, “por favor”, “obrigado” e todas as palavras de amor que conheces.
Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar.
Demonstra aos teus amigos e seres queridos o quanto são importantes para ti.

Gabriel Garcia Marquez

Aprendi muito com tudo isso!


sexta-feira, 27 de março de 2009

A nova cara da Lei Rouanet

Por João Paulo Mesquita Rolim.

Pois é depois de mais de uma década com a Lei Rouanet em operação passamos por mais uma transformação, maquiagem ou realmente uma mudança.

Me pergunto, depois de analisar e ainda não posso responder com clareza as mudanças na Lei Rouanet pelo atual Ministro Juca Ferreira - PDF das mudanças: http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/files/2009/03/novaleidefomentoacultura.pdf -, eles deram algumas pinceladas daqui e dali, quase sempre este tipo de mudança é para uma melhor, assim espero. Acho que nenhuma Lei pode substituir outra para prejudicar a anterior e sim beneficiar. Minha opinião. Espero que isso esteja sendo levado em consideração e colocado em prática, são tantos substantivos que não sei bem como descrever essa mudança, posso dizer o que conheço e vivi no MinC.

Quando trabalhava no Ministério da Cultura com o Ministro Francisco Corrêa Weffort e a Valeria Zorgno Vorländer - Delegada no Estado de São Paulo - a Lei tinha uma linha e tínhamos um ótimo projeto "Incentivo ao Incentivo", tratava-se de um programa de cursos de Incentivo ao Produtor Cultural, Diretores, Atores independentes, Captadores de Recursos e Empresas, tudo para facilitar o entendimento do funcionamento da Lei nº. 8313/97 - Lei Rouanet -, o curso vivia lotado, sempre com a presença de todos os interessados, parece um absurdo, mas ninguém faltava...

Cabe ao Ministério da Cultura criar instrumentos e mecanismos que possibilitem o apoio à criação cultural e artística, o acesso aos bens culturais e a distribuição destes bens, bem como a proteção, a preservação e a difusão do patrimônio cultural brasileiro. A Lei Rouanet institui o apoio governamental aos projetos culturais através do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura -, e nos termos do PRONAC, os projetos devem desenvolver formas de expressão, modos de criar e fazer cultura, os processos de preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro e estudos e métodos de interpretação da realidade cultural, contribuir para a difusão da cultura brasileira, fazendo com que todos possam se beneficiar de todas as formas de conhecimento e expressão cultural. É isso meu entender do PRONAC. Ele funciona com três mecanismos: o FNC - Fundo Nacional de Cultura -, o Mecenato que considero uma palavra mal usada nestes termos e o FICART - Fundo de Investimentos Culturais e Artísticos, que até onde sei, ainda, não foi implementado. O Mecenato estabelece uma parceiria entre Produtor Cultural, Pessoas Jurídicas ou Pessoas Físicas e o Ministério da Cultura, para que o projeto cultural possa ser viabilizado com verba de renuncia fiscal - Imposto de Renda em Lucro Real. Esta verba vêm dos cofres públicos, para ser investida em cultura. Para finalizar este artigo trago uma frase do Weffort que tenho guardada até hoje:

"As leis de incentivo à cultura têm como objetivo regular as relações entre as várias partes envolvidas no processo de produção e de consumo de bens culturais,
Seu sucesso depende, no entanto, da continuidade e do rigor em sua aplicação e de uma ampla divulgação. Elaborar leis adequadas é apenas um primeiro passo. É preciso também criar as condições para que os interessados possam recorrer a elas". Francisco Weffort - Quando Ministro da Cultura em outubro de 2002.

João Paulo Mesquita Rolim
Coordenador de Responsabilidade Socioambiental e Cultural

Quadro Berimbaus de Francisco Panachão

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Delicatessen (1991)

Não existe um filme como esse, Delicatessen (1991) é o filme mais surrealista que já vi, havia tempos que não o via, mas esta noite tive o prazer de revê-lo. O filme é antropofagia pura que serve de estudo para a antropologia social.

É comédia de humor negro que fala sobre um futuro onde a comida é tão rara que acaba sendo usada como moeda de troca, e onde as pessoas comem umas às outras, em virtude da escassez de alimentos.

Recém-chegado na cidade, um jovem palhaço consegue um emprego num açougue e acaba se apaixonando pela filha do chefe. Porém, os planos de seu patrão para ele podem botar tudo a perder.

Antropofagia é o ato de consumir uma parte, várias partes ou a totalidade de um ser humano. O sentido etimológico original da palavra "antropófago" (do grego anthropos, "homem" e phagein, "comer") foi sendo substituído pelo uso comum, que designa o caso particular de canibalismo na espécie humana.

A diferença entre antropofagia e canibalismo é que o canibal come porque necessita, porque está com fome. Já na antropofagia o homem come porque acredita que os poderes da "pessoa alimento" vai passar para ela.

No filme Delicatessen o ato de comer carne humana é uma necessidade real de sobrevivência.

Elenco:

Dominique Pinon, Howard Vernon, Chick Ortega, Pascal Benezech, Marie-Laure Dougnac, Jean-Claude Dreyfus, Karin Viard, Anne-Marie Pisani, Silvie Laguna, Jean-François Perrier, Dominique Zardy, Marc Caro

João Paulo Mesquita Rolim